O Ninho Profundo

CANTO I                                                                            

Na montanha, desce a neblina.

Não longe da escola,

estudantes em reunião,

pássaros em bando.

CANTO II

Pássaros migratórios

do inverno em terras além,

errantes, em busca do sol.

CANTO III

Reunidos assim, 

no monte mais alto,

fizeram um ninho.

CANTO IV

Não, não é ilusão;

firmando os olhos

através da neblina densa,

nas alturas avista-se

um ninho suspenso:

   a Fraternidade,

   a República

Ninho do Amor!

CANTO V

Mais que uma alcunha,

um elemento da alma:

é o ninho feito de amor!

Concretos na estrutura,

têm ainda união e fidelidade.

CANTO VI

Um ninho assim,

construíramos pássaros.

Um feito feliz,

com um destino de glória.

CANTO VII

Pela montanha, vagando perdido,

viu o ninho pendurado.

Sonhando alí morar,

o “bixo” estranho

no ninho entra.

CANTO VIII

Penas, parece, nãotinha.

Sob observação, ficou.

Passadas umas luas:

cantos de aprovação  ao dito cujo

soam no ninho.

E neste instante, envolto numa aura 

de encantamento e magia,

num passe;virou um pássaro.

CANTO IX

Um lugar desejado, 

um reino sonhado:

coroados são os pássaros todos;

da utopia da igualdade experimentam;

juntos, se aceitam,

no ninho ...

CANTO X

Na rota dos pássaros,

vento não favorável:

insensível, porta fora

despejou o ninho.

Mas, mesmo assim,

aturdidos pelo vento tomado;

não se desuniram os pássaros,

não se desfez o ninho.

Firmes ficaram em

novo templo conquistado.

CANTO XI

Mas, correram os anos:

o tempo, seu peso

a fortaleza abalou.

Ao tempo, porém,

o ninho não cedeu.

Sobre os ombros 

de três pássaros fiéis

sustentou-se e reergueu-se.

Firme permaneceu.

CANTO XII

E segue assim agora:

lá na montanha,

perto da escola iluminada,

ainda se avista o ninho.

Na fé, santas tradições preserva.

Atual, na vanguarda se mantém.

“De boa, nas paradas se liga”.

Sob as asas de seus pássaros moradores,

brilha como sempre a sua estrela.

CANTO XIII

Guiados pela sua luz,

para o ninho,

vêm os pássaros:

aquecem, coçam, cantam;

na montanha, vagueiam ;

na escola, conhecem.

Passa o tempo, vão...

CANTO XIV

Música ao longe,

cantos de passarinho,

festa no ninho:

o pássaro que migrou,

à tentação não resiste,

de volta, voa.

CANTO XV

A montanha sobrevoa:

sua ternura e grata atenção,

a escola querida atrai.

No ninho tão caro,

pousa o pássaro.

CANTO XVI

Sente-se em casa agora:

canta em coro com seus pares;

solta lágrimas de lembranças;

engole uma “corda” e

bebe de águas não próprias-

que queimam e tonteiam.

CANTO XVII

Bomba a festa;

mas breve é o pouso.

Precisa partir,

mais uma vez.

CANTO XVIII

Já fora, na ponte,

antes do voo,

no último instante,

os olhos do pássaro

não se seguram:

e se voltam

para a porta do

ninho profundo!

(*À República Ninho do Amor, marca na minha alma, minha gratidão eterna!)  

  Sebastião Belfort de Resende - PARDAL

                       

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